Uma pessoa inteligente consequentemente se acompanha por variados hábitos e tem por costume manter um humor incomum, refinado. Pessoas medianas carecem da habilidade para lidar com uma maior conexão de conceitos e teorias e desentendam este processo, despejando sobre a que pensa de forma a incluir para a manifestação de diversidade e pluraridade de conceitos, esteriótipos como não confiável, confusa, insana.
Muitas vezes um humor espirituoso traz para quem o possui cobranças para que seja linear e exatamente eficaz, obrigatoriamante eficiente e hábil constantemente, sem existência de autenticidade ou não integração seja intelectual e/ou emocional. Elimina-se, consequentemente, a possibilidade da existência pura e simples da ingenuidade e da manifestação espontânea do caráter. Como se todo ser munido de uma lógica mais ampla fosse obrigatoriamente mental e espirituoso em período integral.
O humor refinado e cheio de nuances que chega às beiras do cinismo, quando não sendo o próprio, não é para mim motivo de crítica, mas sim de elogios. Encontrado em pessoas provenientes de variados segmentos sociais, independendo de idade, cor e raça, religião, grau de escolaridade, sendo o tipo de humor que for - obviamente embasado em pluraridade e consistência de conceitos - , porém sempre com a funcionalidade de escudo defensivo, como todo e qualquer comportamento humorístico o é.
Estou enganada? Neste universo sem alma, algumas pessoas são provas de que a regra existe, a partir do pressuposto que para toda regra há exceção. E existem pessoas que certamente não só fazem a diferença, como são a diferença. Como foi-me dito toda piada, e todo cinismo, mostra uma maneira de pensar além, de não se imaginar aquém, e destruir toda forma de manipulação de outrém. De forma exatamente inversa, pessoas não tímidas e sem o escudo defensivo da piada estão satisfeitas e confortáveis com o dia a dia mediano; vivendo na conformidade de suas rotinas e rituais diários, não revolucionam nada.
O tímido é coagido a agir com a inteligência. Por quê está pressionado para se mostrar sem perder o equilíbrio interno. Se tentar fazer isto com a emoção, acaba se ferindo, ainda mais além do que já exige a obrigação social intrínseca de se expor e mostrar seu verdadeiro eu. Então acaba por criar personagens e personalidades. Usa o cérebro como escudo protetor do coração para salvar sua verdadeira e oculta alma.

¨Chora palhaço
não podes parar
eles riem por quê tu choras
e para que eles riam então
tu deves chorar¨
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